Por onde anda?
Onde está?
Em que mundo foi?
Em que dimensão parou?
Pra onde o destino o levou?
Ele as tardes passava,
Cada minuto e segundo,
Seguindo parado,
Aos pés do piano,
Com olhos de suplício,
Sofrendo em silêncio.
E lá estava ela,
Com um pedaço da alma em cada tecla,
Uma lágrima em cada Nota,
Sentimento em cada Compasso,
O coração em Contratempo com a canção,
A dor do Pianissimo na consumação,
Um grito Staccato em cada sincopada respiração,
Agora a dor é Sostenuto,
Precisa-se de uma Pausa,
E por favor, uma Fermata.
Mas eis que o Adagio acabou,
Morento e Expressivo se calou,
Até o último fraseado,
Até o dissipar do último som,
Nas cordas tristes do velho piano
Agora Rallentando
Um dia Moderato,
Mas nunca mais Agitato.

Cada vez que leio ou ouço este poema meu coração dói, toca profundamente. Muito boa.
ResponderExcluirObrigada! Essa é a ideia! o/
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