Anseio vão
Cansada de esperar,
Esperança vã
Olhos fechados
Os dias vão.
Esperança tardia
Imploro que os céus me levem
O azul tão chamativo,
Respirar a vida já é cansativo,
O fôlego mecânico,
Já se vai o último pulsar de sangue,
Leve-me, ó céus!
Para o mais silencioso,
Onde não há pássaros cantando nem nada,
Nada, e nada.
Só o silêncio.
É o que preciso.
Chega.
Chega de estagnação.
De lágrimas e dor.
Feridas ardem junto com cada dia,
Que demoram tanto a passar.
Leve-me, azul do céu! Leve-me!
Para onde não há enganação,
Nem sentimento, nem amor,
Nem nada e nada.
A vida tornou-se um erro.
O resquício de alegria,
Já se foi há muito tempo.
Agora só os devaneios.
Leve-me, azul do céu! Leve-me.
Para onde não há nada,
Só onde há silêncio.
Longe dos estúpidos,
Longe do escárnio,
Onde o fôlego não seja súbito.

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